quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Que cuidados tomar ao contratar mão de obra para uma reforma ou construção


Alguns cuidados devem ser tomados se você penas em fazer sua obra diretamente com empreiteiro, sem gerenciamento ou acompanhamento de um profissional da área. Alguns cuidados devem ser observados, seja para obras maiores ou para obras pequenas:

1. Busque referências – Quem te indicou o trabalhador? Se você o encontrou através de uma pessoa pouco conhecida ou outra maneira qualquer, vale a pena pedir para visitar algum trabalho que ele tenha realizado, e talvez conversar com algum antigo empregador em busca de referências. Se não há referência nenhuma, desconfie. Existem muitos "faz-tudo" no mercado que na verdade não fazem nada.

2. Tenha um projeto – Claro que a necessidade do projeto varia muito em relação ao tamanho da obra. A recomendação é sempre ter um projeto em mãos, ainda que algo simplificado. O projeto, quando anexado ao contrato, tem um valor legal, serve como instrução para que você não tenha de ficar na obra o tempo todo tirando dúvidas e ainda ajuda a prever custos e se preparar para a compra de materiais. Sem contar que o resultado final tende a ser muito melhor se pensado com cuidado no papel antes!
3. Reveja se tudo está contemplado - Pense cuidadosamente se todos os pormenores que deseja estão no projeto e no acerto que fez com o encarregado da obra. Preste especial atenção a todos os pontos elétricos, som, alarme, hidráulica e outros – quando são esquecidos é uma grande complicação para realizá-los mais tarde. E um desperdício de dinheiro.
4. Combine prazos – É importante muita clareza nesse aspecto. Combine com o encarregado "x" tempo para a obra e um adicional de "y" tempo por conta de chuvas ou outros problemas, se a sua obra for do tipo que sofre essa interferência. Se prepare intimamente para atrasos, pois infelizmente eles são comuns, para que não atrapalhe muito seus planos de ocupação. Mas tenha um limite para isso.
5. Faça um contrato – A complexidade desse contrato varia conforme a complexidade da obra. Mas independente do tamanho e complexidade, é sempre muito importante ter tudo no papel: prazos, forma de pagamento, descrição das atividades a serem realizadas, multa (se for o caso) e forma de pagamento. Deixe sempre ao menos uma parcela para ser paga só depois da entrega e aceite da obra. Anexe o projeto ao contrato, assim você terá tudo ainda mais claro numa eventual confrontação.
6. Relação de material – Essa questão parece secundária, mas é responsável por muitos dos atrasos e discussões durante uma obra. Se o seu encarregado da obra não for comprar os materiais, veja com ele uma extensa lista do que tem de ser encomendado. Combine datas de encomendas e um prazo para que possa providenciar as compras. Se o encarregado aparecer com uma lista de material pequena, o inquira profundamente obre as próximas etapas, para verificar se realmente não são necessários mais itens. Em geral sempre há mais compras a serem feitas, e quanto maiores são as compras, maior seu poder de barganha e menos trabalho no dia a dia da obra.
7. Proteções, entulhos, fretes e outros – Essas questões costumam ser esquecidas, ou deixadas para serem conversadas apenas durante a obra. Converse cuidadosamente com o seu encarregado sobre essas questões. Quem vai pagar a caçamba? Quem vai pedir a troca? Ela pode ficar estacionada na frente da obra? O encarregado vai colocar as proteções no piso depois de realizá-lo? De que tipo?
8. Seguro de obra - Verifique, caso a obra não tenha um vigia e seja vulnerável a assaltos, se não vale a pena fazer um seguro para proteger o seu material. Há momentos, dependendo da obra, que há um valor alto em material estacionado. Um assalto pode atrapalhar todo o seu orçamento e ainda gerar grande mal estar na obra, desconfianças entre os trabalhadores e cliente, e assim por diante. Geralmente vale a pena fazer um seguro se sua obra tem um porte médio.
9. Entenda a metodologia - Antes de efetivamente começarem os trabalhos, tente entender, através de conversas com o encarregado de sua obra, como as coisas serão feitas, quais procedimentos e metodologias serão aplicadas. Pergunte até entender tudo, essa é uma forma de torná-lo mais capaz de controlar o andamento dos trabalhos posteriormente. Essa conversa também será positiva para o encarregado, já que o obrigará a raciocinar sobre todo o processo do trabalho.
10. Acompanhe o trabalho – Faça um acompanhamento de perto durante a obra, mas não "sufoque" o trabalhador. Tente dar espaço para ele fazer seu trabalho. Elogie sempre que for pertinente para incentivá-lo a dar seu melhor. Caso a obra esteja atrasada exija firmemente resultados, mas cuidado para evitar deixar um clima ruim ao ponto dos trabalhadores pensarem em deixar a obra.
11. Faça um recebimento de obra - Quando o trabalho terminar faça um recebimento formal da obra com o encarregado. Esse recebimento, também conhecido como aceite de obra, é um procedimento muito importante. Veja todos os pormenores, cheque se todos os pontos elétricos, hidráulicos e demais sistemas funcionam corretamente. Depois desse recebimento, acerte a parcela de retenção conforme o contrato. Caso esteja satisfeito, dependendo do tamanho da obra, uma caixinha é sempre uma boa opção e é mais fácil que o trabalhador volte para resolver qualquer probleminha com essa demonstração de generosidade e satisfação.
A maior parte da obra gera pequenos problemas e algumas preocupações. A postura com que você acompanha esse processo é muitas vezes fundamental e pode fazer a diferença entre ver o seu sonho ser erguido ou ver tudo se transformar num pesadelo. Caso os problemas estejam incomodando ao ponto de você estar infeliz, está na hora de chamar um profissional da área para interceder. Boa sorte com a sua obra e tente se divertir!
Fonte: www.uol.com.br/casa-e-decoracao

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Como se compra Areia?


A areia é comprada em volume, medido em metros cúbicos em pequenas obras, ou em número de caminhões de entrega para obras maiores. A compra em caminhão traz um problema: Como saberemos se a areia veio compacta (o caminhão pesando bem) ou se ela esta solta, representando o caminhão cheio e dando uma falsa impressão? 

A questão é que no porto de areia o caminhão é cheio e, durante o transporte, devido ao movimento e trepidação, a areia se adensa e perde água diminuindo o volume físico. Esta situação costuma ser disfarçada pelo entregador que, para impressionar o freguês, pouco antes da entrega revolve a areia com a pá “aumentando” o seu volume. Assim, quando o caminhão chega na obra com 90% do seu volume ocupado devemos creditar essa diferença à compactação ou será que o caminhão realmente foi carregado com apenas parte de sua capacidade? 

Nesta situação, como chegar a um acordo entre compradores e vendedores? Pode-se exigir que a medida do volume de areia seja feita na obra. Chegando o caminhão na obra, o volume da areia é medido e paga-se apenas o volume medido. Nestes casos, a firma vendedora da areia costuma cobrar algo como 10% a mais no preço unitário normal, para atender à condição de “pagamento pelo volume posto obra”. 

Como medir um caminhão de Areia?


Quando se compra a areia com a condição de pagar somente o que for efetivamente entregue, é preciso fazer a medição do caminhão em obra. A medição é feita enfiando-se um ferro de construção no monte de areia, antes dela ser descarregada. Deve-se também medir as dimensões internas da caçamba (comprimento e largura). 

As medidas com o ferro de construção devem ser feitas em cinco pontos estratégicos, a saber: no centro do monte (parte mais alta) e em cada um dos cantos (vide figura abaixo). 



O volume será a média das alturas, multiplicado pela largura e pelo comprimento da caçamba. Como demonstrado abaixo:






Fonte: Fórum da Construção

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Novas regras para reforma exige contratação de profissional


A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) elaborou a norma técnica NBR 16.280:2014 para ordenar a gestão de reformas nas construções. A norma tem validade em todo o território nacional e abrange todos os tipos de casas e edifícios - novos, antigos, comerciais, públicos, residenciais e institucionais. De acordo com as novas regras que entraram em vigor no dia 18 de abril de 2014, quem quiser reformar um imóvel deve providenciar um plano de reforma, elaborado por um profissional habilitado (arquiteto ou engenheiro). Esse documento deve atender às legislações vigentes e ser acompanhado de um estudo que garanta a segurança da edificação e dos moradores durante e após a reforma, bem como conter um planejamento do descarte de resíduos.


Caráter orientativo – A nova norma não tem força de lei e nem prevê multas. No entanto, no caso de uma ação judicial, seu descumprimento pode ser considerado um agravante. A obediência à norma também pode ser exigida pelo poder público como requisito para obtenção de licenças de obra, habite-se e alvarás de funcionamento, se houver previsão legal.


Foco nos condomínios – Embora também se aplique a reformas de casas, o foco da nova norma está nos condomínios. O morador que quiser reformar deverá enviar ao síndico o plano de reforma, elaborado por um engenheiro ou arquiteto que será o responsável técnico pela obra. No documento deve conter o planejamento do que será feito, detalhando os dados da empresa ou do profissional autônomo contratado e a duração da obra. No caso das reformas de casas, o plano de reforma deve ser mantido com o morador e apresentado somente quando solicitado, por exemplo, pela seção de fiscalização da prefeitura de sua cidade.


Laudo técnico Qualquer modificação na reforma, requerida pelo morador, que possa comprometer a segurança da edificação ou do seu entorno, deverá ser submetida à análise do engenheiro ou arquiteto responsável pela obra.



Poder de veto – Síndicos e administradores, com base em um parecer de um especialista, podem autorizar, autorizar com ressalvas ou proibir a reforma, caso entendam que ela irá colocar em risco a edificação. Além disso, se durante a execução for constatada alteração no plano de reforma, o síndico e administradora podem interromper a obra imediatamente e exigir novos documentos e laudos. "Se o morador mudar de ideia no meio do caminho, deve reeditar o escopo de trabalho e submeter ao síndico novamente", explica o coordenador da Comissão de Estudo que elaborou a norma no Comitê Brasileiro de Construção Civil da ABNT, Ricardo Pina.


Pequenos reparos – Entenda-se por reforma as obras que contém quebra-quebra. Os pequenos reparos, serviços considerados de manutenção como pintura de paredes, não se encaixariam às novas regras.



Reformar vai ficar mais caro? – Para o engenheiro e conselheiro do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape-SP), Flávio Figueiredo, as reformas podem aparentemente ficar mais caras, mas é preciso considerar que uma reforma realizada por um profissional especializado tem melhor qualidade e leva à redução de desperdício, de retrabalhos, de riscos e de tempo. "A comparação de preços deve levar em conta todos esses aspectos", defende Figueiredo.


Estrutura – Segundo a nova norma, qualquer intervenção nos elementos estruturais da construção deve ser realizada por empresa especializada, com um responsável técnico (engenheiro ou arquiteto) devidamente identificado. Exemplos de serviços que se encaixam nessa categoria: a alteração da função ou do uso da edificação (como transformar a residência em um comércio), a remoção ou acréscimo de paredes, a modificação da área construída (por exemplo, construir um novo cômodo na casa).


Reformando instalações – Em reformas que preveem alterações ou adequações no sistema elétrico e/ou hidráulico por conta da instalação de novos equipamentos com demanda diferente daquela projetada originalmente, esse serviço deverá ser realizado por uma empresa especializada.


Troca de revestimentos – Caso a mudança de revestimentos exija o uso de marteletes (máquinas perfuradoras) ou ferramentas de alto impacto para retirada do acabamento anterior, uma empresa especializada deve ser contratada. Nos demais casos, basta empregar mão de obra capacitada.




Fonte: www.uol.com.br

terça-feira, 8 de abril de 2014

Minas é o segundo colocado do país em vendas de material de construção - Notícias - LUGARCERTO


Os clientes "formiguinhas" são os grandes responsáveis pelo desempenho

Faturamento recorde e expectativa de fechar 2014 com expansão de 7,2%. Esse é o atual momento vivido pelo comércio de material de construção civil, atualmente responsável por cerca de 50% das vendas de tudo que sai da indústria. 
Os chamados consumidores “formiguinha” são os grandes responsáveis pela receita do setor em 2013, de quase R$ 57,5 bilhões, crescimento de 4,4% em relação ao apurado em 2012. Minas Gerais tem grande parcela de participação nesse resultado. “O estado é muito forte no comércio, sendo o segundo do Brasil em vendas no varejo. No total, contamos com 16 mil lojas, sendo 7 mil apenas em BH”, afirma Rui Fidelis de Campos Júnior, presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Minas Gerais (Acomac-MG).


A chegada da Copa do Mundo e os preparativos para receber os turistas devem funcionar como importante combustível para o setor. “Muitas obras estão sendo realizadas no comércio, pousadas, pensões e restaurantes pensando no evento. Isso vai nos dar um fôlego”, reconhece Rui Fidelis. Sem contar as pequenas obras e reformas residenciais, que não têm sazonalidade e agitam esse mercado durante todo o ano. Na Bel Lar, loja especializada em acabamentos, o consumido final representa 90% dos negócios e o restante é destinado a atender a demanda de urgência das construtoras.

 (Tabela/EM)


“Quanto mais edificações e lançamentos, mais reflexo sentimos dessa cadeia porque cada vez mais o cliente quer personalizar a casa”, afirma Daniel Miranda, diretor comercial da Bel Lar. Para atender o crescimento médio de 22% ao ano desde 2008, a empresa espera inaugurar em breve uma loja com mais de mil metros quadrados na Avenida Nossa Senhora do Carmo. “Com esse investimento, esperamos fechar o ano com alta de 40% a 50% no faturamento. Só de vendedores vamos pular de 23 para 40”, planeja Daniel.

O Grupo Loja Elétrica, que inclui ainda a Templuz, também está finalizando um grande investimento na construção do centro de distribuição no Anel Rodoviário de Belo Horizonte, que deve contar mais de 20 mil metros quadrados de área. “Em termos logísticos, vamos ficar mais bem preparados para o suprimento das lojas. Consequentemente, teremos uma redução de custo e ganho de produtividade”, afirma Wagner Mattos, diretor administrativo-financeiro do grupo, que atualmente conta com nove lojas físicas na capital.

DIVERSIDADE 

Empenhados em aumentar o fluxo de clientes na loja com a oferta de produtos de utilidade diária, a CNR investe em logística e diversificação do showroom. Antes especializada em acabamentos e louças, a empresa quer oferecer materiais e equipamentos para todas as etapas da obra. “Estamos ampliando o mix para que, em vez de a pessoa vir hoje e voltar daqui a cinco anos, venha com frequência à loja para buscar produtos do dia a dia”, afirma o diretor comercial, Cristiano Lana Vasconcelos. As opções incluem desde tintas até ferramentas e itens para churrasqueira. “Com uma comercialização adequada e agilidade na entrega, miramos crescimento de 12% este ano”, prevê Cristiano.

 (Tabela/EM)
A preocupação em oferecer cada vez mais opções para o cliente também é compartilhada pela Santa Cruz Acabamentos. “Não tínhamos iluminação no nosso mix e colocamos há pouco mais de um ano. Também estamos buscando fortalecer a oferta de esquadrias, que são as portas e janelas”, afirma Ronaldo Garcia, diretor-geral da loja. Nos últimos três anos, a única loja da Santa Cruz praticamente dobrou de tamanho e tem atualmente um salão de vendas com 3,5 mil metros quadrados.

Quem também não para de crescer é a Othon de Carvalho, especializada em materiais elétricos, com uma unidade localizada no Barro Preto, no Centro de BH. “Atualmente, temos 10 mil metros quadrados e estamos estudando nova ampliação, com possibilidade de começar ainda este ano. A intenção é expandir cada vez mais o autosserviço, aumentando a área de gôndolas”, planeja Rodrigo de Carvalho, gerente de marketing da empresa.

Fonte: http://estadodeminas.lugarcerto.com.br

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Areia Lavada x Saibro e seus tipos

Ao longo desses 2 anos de atuação do site do Pesadão Materiais na venda de areia, brita, pedra de mão, pó de pedra e escória leve na região de Belo Horizonte, diversos clientes chegaram até a nossa empresa com muitas dúvidas sobre os tipos de areia.

Neste post tentaremos explicar a diferença da areia lavada de rio para a areia de saibro com o intuito de ajudar as pessoas que estão ou pretendem começar uma obra.

No caso do reboco, a areia usada influencia na resistência e no aspecto final do trabalho. É preciso tomar muito cuidado com as areias saibrosas, que provocam fissuras do tipo mapas com posterior desagregação da massa (trincas). Apesar de maior qualidade, as areias lavadas também necessitam de algum material (aglomerante) que lhes dê suficiente liga a fim de que possam ser utilizadas sem nenhum inconveniente.

Na natureza, a areia pode ser encontrada em portos de areia dos rios (areia lavada) -- que são as melhores -- ou em minas, quando passa a ser chamada de “areia de cava” ou “de barranco”. Estas são as mais baratas, mas podem conter impurezas necessitando de lavagem para que possam ser usadas em obras de maior responsabilidade.

Apesar do preço baixo, o barato às vezes pode custar caro diante de trincas, rachaduras, queda de reboco e outros danos que as areias de baixa qualidade têm gerado nas obras de BH e região. Antes utilizadas por construtoras de baixo padrão pouco focadas em garantir uma construção de qualidade, a areia de saibro passou a ser comercializada também para o “consumidor comum” pelos depósitos de material de construção e por caminhoneiros particulares.


Algumas informações sobre as areias
Quanto ao tipo, as areias são divididas em grossa, média e fina:

• Areia grossa - grãos com diâmetro entre 2 a 4 mm
• Areia média - grãos com diâmetro entre 0,42 a 2 mm
• Areia fina - grãos com diâmetros entre 0,05 a 0,42 mm

A areia é um elemento fundamental em qualquer construção. É usada em várias partes, desde as fundações até as coberturas passando pela estrutura, vedações e acabamentos. Para cada finalidade deve ser escolhido um tipo, variando a granulometria e a pureza do material. Veja algumas dicas para escolher e comprar: 

1 - O concreto pode usar areia grossa, média ou fina. Entretanto, areias finas podem conter um teor excessivo de material intruso pulverizado (outros compostos) o que pode causar sérios danos à qualidade do concreto.

2 - A cor das areias pode ser branca, avermelhada ou amarelada. O fato, em si, não é importante e diz respeito apenas ao tipo da rocha mãe. É preciso apenas observar se a cor não está vindo de impurezas como, por exemplo, excesso de solo (terra) que veio misturado à areia por esta ser de procedência duvidosa.

3 - Areia contendo impurezas deve ser utilizada apenas em funções de baixa responsabilidade (lastros, enchimentos) e, se possível, devem ser recusadas na obra. 

4 - Para fazer argamassas finas peneira-se a areia média ou fina, retirando-se assim os grãos maiores. O peneiramento pode ser manual ou com máquinas. Para argamassa de assentamento de tijolos usa-se areia grossa ou média. Para chapisco usa-se areia fina ou média.


Assim sendo, o Pesadão Materiais reforça a ideia do uso de materiais de qualidade nas obras para que se evite trincas, fissuras, desgastes, reformas e intervenções posteriores devido ao uso de materiais básicos de procedência duvidosa. Fique atento consumidor e exija materiais sempre de qualidade.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Brita Gnaisse x Brita Calcária

A pedra brita é um agregado originado da britagem ou diminuição de tamanho de uma rocha maior, que
pode ser do tipo basalto, granito, gnaisse, entre outras. O processo de britagem dá origem a diferentes
tamanhos de pedra que são utilizadas nas mais diversas aplicações. De acordo com a dimensão que a
pedra adquire após a britagem, recebe nomes diferentes. Bauer (2008) apresenta a definição dos principais
produtos do processo de britagem:

  • Brita: agregado obtido a partir de rochas compactas que ocorreram em jazidas, pelo processo industrial de fragmentação da rocha maciça.
  • Rachão: agregado constituído do material que passa no britador primário e é retido na peneira de 76mm. É a fração acima de 76mm da bica-corrida primária. O rachão também é conhecido como “pedra de mão” e geralmente tem dimensões entre 76 e 250mm.


  • Bica-corrida: material britado no estado em que se encontra à saída do britador. Chama-se primária quando deixa o britador primário (graduação na faixa de 0 a 300 mm) e secundária, quando deixa o britador secundário (graduação na faixa de 0 a 76 mm).
  • Pedra Britada: produto da diminuição artificial de uma rocha, geralmente com o uso de britadores, resultando em uma série de tamanhos de grãos que variam de 2,4 a 64mm. Esta faixa de tamanhos é subdividida em cinco graduações, denominadas, em ordem crescente, conforme os diâmetros médios: pedrisco, brita 1, brita 2, brita 3 e brita 4.
  • Pó de pedra: Material mais fino que o pedrisco, sendo que sua graduação varia de 0/4,8mm. Tem maior porcentagem de finos que as areias padronizadas, chegando a 28% de material abaixo de 0,075, contra os 15% da areia para concreto.


Brita Gnaisse

A gnaisse é uma rocha metamórfica composta principalmente de quartzo e feldspato. Derivam de rochas graníticas e possuem granulometria média a grossa. São rochas de elevada resistência e apropriadas para a maioria dos propósitos da engenharia. A figura B.11 mostra um exemplo de gnaisse.



Brita Calcária

São rochas sedimentares carbonáticas compostas por mais de 50% de materiais carbonáticos (calcita ou dolomita). A principal aplicação na construção civil é como matéria-prima para a indústria cimenteira, de cal, vidreira, siderúrgica e como corretor de solos. Alguns dolomitos podem ser utilizados como brita e
agregado para concreto por serem mais duros que os calcáreos. A figura B.7 apresenta um exemplo de rocha calcária.



Fonte: Apostila de Materiais de Construção Básicos. HAGEMANN, (2011).